|
Resultado:
Leilão Santa Edwiges
- 30
ANOS DE HISTÓRIA
25 de maio de 2007, Sexta Feira
20 horas e 30 minutos
Durante a Classificatória ao Freio de Ouro 2007 da região
1
Sucesso na Raça
Crioula.
Média
de 49.700,00
Mais de 2.200,000 reais
Maior
preço:
160.000,00 com JA Namorada
Proprietários
Daniel Anzanello (afixo Santa Edwiges)
José Antônio Anzanello (afixo J A).
A
Localização
Município de São Lourenço do Sul, RS, Brasil, quase
às margens da Lagoa dos Patos.
(o mapa será anexado em breve).
História
da cabanha
A história humana que motivou a formação da cabanha
é uma história simples, parecida ou igual a de muitos
criadores de cavalo. É a história de um pai que presenteou
seu filho de 15 anos, com suas primeiras éguas Crioulas. O cavalo
já fazia parte do imaginário dos dois há muito
tempo. Nos filmes, nas histórias, nas brincadeiras da infância,
o cavalo sempre esteve presente. Então, por que não tornar
este sonho realidade?
Nosso
RP 01 nasceu em 1977. Foi uma festa! Pai e filho juntos viram várias
gerações de potros nascerem e crescerem. Passaram a acompanhar
e participar de eventos e exposições. O pai gostou tanto
que decidiu investir mais. Foi um sonho que cresceu e se realizou.
O
nome da cabanha veio da devoção de Daniel e Laurinha à
santa que protege os pobres, os endividados e os negócios: Santa
Edwiges.
A
Equipe de trabalho
Muitas pessoas colaboram com seu trabalho para o sucesso da Santa Edwiges.
Os mais conhecidos do público crioulista são Milton Castro
(treinador, apresentador e cabanheiro), Nauro Castro e Luís Valdemar
Pereira (cabanheiros), Ênio Lopes (capataz), Dirceu Dornelles
Pons (veterinário), e Ricardo Torres (técnico da ABCCC).
Mas, de uma forma ou de outra, todos os funcionários da Santa
Edwiges, bem como nossos amigos, sempre dão uma contribuição
importante. Gil Afonso Bruno Corrêa (técnico da ABCCC,
falecido em 2005) nos atendeu por muitos anos e a contribuição
do seu trabalho seguirá dando frutos na nossa criação.
O
Perfil da nossa Criação
Seguindo os conselhos dos amigos Mário Burck dos Santos e Milton
Rocha, traçamos o perfil do cavalo que queríamos produzir
logo no início de nossa criação.
1)
Ser indiscutivelmente Crioulo. Selo Racial é muito importante
para nós. É uma questão de identidade. Um Crioulo
tem que parecer um Crioulo.
2) Ter beleza estética, no sentido de ser agradável aos
olhos, passando aquele ideal de beleza e elegância que todos cavalos
tem, mas que uns tem mais que outros.
3) Ser correto, no sentido de não apresentar defeitos graves.
4) Ter funcionalidade, pois, nunca compreendemos aquela idéia
antiga de cavalos só para se olhar.
5) Ter bom caráter. Seja em gente, seja em cavalos, isto é
fundamental. Quem quer a companhia de um cavalo mau caráter?
6) Ser um bom reprodutor. Um grande cavalo obrigatoriamente tem que
passar suas qualidades para as próximas gerações.
Esta pode ser uma característica pouco importante para quem apenas
usa um cavalo, mas para quem cria é fundamental. Infelizmente,
os nossos Crioulos não são eternos. É, portanto,
estratégico que a descendência de um grande cavalo supere
ou, no mínimo, conserve as suas qualidades.
7) Não ter sangue Hornero. Essa foi uma decisão de caráter
puramente comercial, que nada teve a ver com a admiração
que temos por esta origem. Simplesmente, nos demos conta que, no futuro,
seria necessário uma alternativa funcional e morfológica
para servir as manadas de sangue Hornero. Resolvemos explorar este nicho
de mercado.
Alcançar este perfil não seria um trabalho fácil.
Seria um grande desafio.
A
Nossa trajetória.
Para concretizar nosso sonho de produzir cavalos com este perfil, fomos
buscar nas manadas da Argentina características como selo racial,
correção de lombo, aprumos, cabeça, rusticidade,
resistência. No Chile, buscamos funcionalidade, inteligência,
agilidade, explosão, pescoços leves, posteriores mais
potentes, adornos abundantes, etc.
Ao longo de mais de 25 anos, fomos selecionando e somando, de geração
em geração, o que cada origem tinha de positivo, para
criar um cavalo cada vez melhor.
O trabalho e a colaboração de Milton Castro, conhecido
como Alemão, foi decisivo para que a funcionalidade e a qualidade
genética da nossa criação fosse comprovada nas
pistas de prova e de morfologia. Nossos cavalos, domados, treinados
e apresentados por ele mostraram seu grande potencial. Tivemos a satisfação
de conquistar os mais cobiçados prêmios da raça
Crioula, e a certeza de estar produzindo grandes cavalos.
A
Origem de nossas manadas
A fazenda Santa Edwiges não foi herança de família.
Tampouco herdamos nossa manada. Tivemos que começar do zero.
Pôr sorte tivemos bons amigos, que nos aconselharam sobre a melhor
forma de iniciar nossa criação.
Da Argentina, importamos mais de 50 éguas de criação
da família Mathó. Mesclavam origem Cardal, Del Oeste e
San Justo. Importamos, também, 2 garanhões: Chake el Tata,
da mesma criação Mathó; e Tañido Redoblado,
da criação da família Ballester.
Do Chile, importamos 2 garanhões: Sendero Kalifa (linhagem Tren
Tren Arrebol e No me Toques) e Muticura Sin Suerte (linhagem Colibri
e Rigor); bem como 5 éguas: Castaña, Candileja, Violinista,
Morena e Tranquilla.
Do cruzamento orientado destas origens selecionamos nossa manada.
Performance
de nossa criação
No
Freio de Ouro
Até o Freio 2006, em 44 oportunidades animais com nossa marca
foram finalistas do Freio de Ouro. Tivemos a felicidade de conquistar
6 Freios de Ouro, 2 Freios de Prata e 2 Freios de Bronze e 1 Freio de
Ouro Internacional.
Freios
de Ouro
1991 - Hospedeiro de Santa Edwiges.
1994 - J A Namorada.
1996 - J A Paloma.
1998 - Punhalada de Santa Edwiges.
2000 - Reservada de Santa Edwiges.
2000 - Reservada de Santa Edwiges (Freio de Ouro da FICCC).
2005 - J A Xalala.
Freios
de Prata:
1996 - Nuvem de Santa Edwiges.
1998 - Quero Quero de Santa Edwiges.
Freios
de Bronze:
1997 - Orquestra de Santa Edwiges.
1998 - Pólvora de Santa Edwiges.
Na
FICCC
Na FICCC 2000, vencemos a funcional das fêmeas com Reservada de
Santa Edwiges, e apresentamos a 3.a melhor fêmea da mostra morfológica,
Tocaia de Santa Edwiges.
Na
FICCC 2003 vencemos o campeonato égua menor com J A Xalalá.
Nas
Exposições de Morfologia
Na morfologia da Expointer, até a edição 2005,
conquistamos 1 Grande Campeonato com Moringa de Santa Edwiges, e 4 Reservados
de Grande Campeonato com J A Paloma, Regalada de Santa Edwiges e J A
Xalalá.
Nas Exposições de Pelotas, até a Primavera de 2005,
animais com a nossa marca conquistaram 17 Grandes Campeonatos, 15 Reservados
de Grande Campeonato e 8 terceiros melhores, isto considerando apenas
animais a galpão.
Na Expointer 2005
J A Xalalá sagrou-se Reservada de Grande Campeã, repetindo
a campanha de sua mãe J A Paloma.
J A Algazarra sagrou-se 4.a melhor fêmea.
Foi uma grande satisfação de ver 2 éguas da nossa
marca na fila das 4 melhores fêmeas da Exposição
pelo 2.o ano consecutivo
Na Expointer 2006:
J A Algazarra sagrou-se 4.a melhor fêmea pelo 3.o ano consecutivo.
O
futuro da cabanha:
Já faz algum tempo descobrimos que nosso trabalho de melhoramento
nunca terminará. Sempre há algo a melhorar em cada coisa
que fazemos. As exigências e expectativas em relação
ao cavalo mudam, o trabalho dos antigos pais de cabanha e das éguas
base precisa ser complementado, novas linhagens tem que ser criadas.
O tempo de Tañido Redoblado, devido a sua idade avançada,
e ao seu estado de saúde, já chegou ao fim. O tempo de
Sendero Kalifa, de J A Cartucho, de Muticura Sin Suerte, e da grande
maioria das éguas importadas, infelizmente, já passou.
Só seu trabalho genético ficou. O futuro abre-se para
a herança genética destes inigualáveis crioulos
que ficou nas manadas da Santa Edwiges e de nossos clientes. É
nesta base sólida, que os nossos novos pais de cabanha vão
produzir os grandes Crioulos de amanhã. Este é o grande
desafio no horizonte da criação Santa Edwiges. Vamos dar
continuidade ao nosso trabalho paciencioso de produzir uma nova geração
melhor que a geração anterior, e de sempre trabalhar com
linhagens abertas aos principais sangues nacionais.
Queremos somar, e não dividir. Queremos apresentar soluções
e novas alternativas. Temos convicção que estamos no caminho
certo.
Nossa
maior conquista:
Nestes quase 30 anos criando cavalos Crioulos, tivemos a felicidade
de conquistar, várias vezes, os prêmios mais cobiçados
da raça Crioula. Nossa maior conquista, entretanto, não
está representada por nenhum troféu, mas por tudo que
aprendemos, pelas amizades que fizemos, e pela elevação
da qualidade de vida no prazeroso dia a dia que esta atividade nos proporcionou.
É uma conquista e tanto. E acreditem, o mundo crioulista é
muito generoso, esta conquista está ao alcance de todos, basta
começar.
Parabens
a todos da Cabanha Santa Edwiges, em principal a
Daniel Anzanello, Dona. Laurinha e José António,
desejamos todos, em nome da
ESTÂNCIA
CARAPUÇA
|