"Nasce primeiro Cavalo Crioulo
em solo norte americano"

Nasceu nos Estados Unidos o primeiro representante da Raça Crioula, marcando novo marco para a história da ABCCC. E por muita sorte da Conquista Ranch, Western, Flórida, nasceu uma representante fêmea. Seu nome é Cayman Rosa. Filha de Serenata dos Campos Neutrais, criação de Vitor Hugo Feijó, Santa Vitória do Palmar, RS e de Três F Peleador, de propriedade de Feijó. Nasceu ao amanhecer do dia 08 de janeiro, a campo, como boa representante da rusticidade da raça.
Como todos os animais nascidos do Conquista Ranch, esta legitima Crioulo Horse, mantêm as iniciais CR em seu nome. Já Feijó está muito contente pela chegada de uma fêmea, pois sabe da qualidade potencial baseada numa genealogia esmerada e excelente morfologia.
Motivo de comemoração, seu nascimento trouxe muitos amigos de Wal e Volnei Rodrigues ao Conquista Ranch para verem de perto o que, como diz seu amigo Jim, só acontece uma vez na vida: o nascimento de uma potranca Crioula nos EUA. Eddie Piloto foi o primeiro a ser comunicado e ressaltou que deram muita sorte. Também veio, para compartilhar com a família, um dia inteiro ao redor dela tirando muitas fotos, Roger Barral, que está com Valsa, no Texas.
Desceu até a Flórida para ver de perto a potranca que promete agradar os mais exigentes dos norte americanos, profissionais de Rédeas e Reining Cow.
Sentindo-se muito confortável com a temperatura, já que estranhamente o inverno ainda não começou nos EUA, Cayman Rosa deita no campo para desfrutar do sol da Flórida.
O projeto inicial era levá-las a uma exposição, que acontece no sul dos EUA todos os anos no mês de fevereiro, mas por problemas sanitários todos os grandes eventos eqüestres da Flórida foram cancelados até segunda ordem. Está sendo evitado todo e qualquer tipo de transporte de cavalos pelo estado da Flórida. Portanto, Cayman Rosa vai ficar em casa até que seja absolutamente seguro levá-la para shows.
O Ranch espera ansioso o parto da Lontra dos Campos Neutrais, que está quase entregando o segundo exemplar nascido em solo norte americano.

"Conquista Ranch lança moda nos EUA"

Seguindo a idéia inicial de trazer para os EUA o que tem de melhor no Brasil, o Conquista Ranch lançou duas marcas de artigos em couro com pelo num mercado exigente, competitivo e que valoriza o diferencial de qualidade.
Wal, Volnei, Cylon e Nei acreditam que a produção em massa, que caracteriza os produtos feitos na China, não permite o "detalhe", que volta a ser o que o consumidor quer. Apresentaram ao mercado americano, no mês de dezembro passado, duas linhas bem definidas quanto a publico alvo, de bolsas, jaquetas, cintos e móveis, com uma aceitação que surpreendeu até a mais positiva expectativa da família.
A linha Conquista Ranch com um estilo country chique e a linha Val, não de Walkiria, mas de Valsa do Capão Redondo, já estão nas lojas especializadas em moda para um público bem diferenciado no centro de Orlando e Winter Park.
Sentimo-nos muito orgulhosos de podermos comercializar produtos "made in Brasil", diz Wal. Depois de um ano de pesquisa e muitas viagens ao Brasil, encontraram no Rio Grande do Sul a melhor qualidade de curtimento de couro. Além de visitar pessoalmente, fizeram questão de aprovar o sistema de controle de poluição, pois acreditam no processo de produção com preservação dos recursos naturais. As jaquetas, bolsas e cintos têm desenhos exclusivos e a parte de metal como fivela, fechadores e puchadores de zíper são personalizados com o nome da marca e folhados a ouro 24k. "Mesmo com preço mais alto que as marcas consagradas, os lojistas não questionaram o valor pedido e, segundo eles, nem os clientes que compram", relata Wal. Por enquanto, somente o mercado americano tem as marcas. Mas eles estão negociando com a Itália e Canadá.
Os móveis Conquista Ranch são feitos com madeira sólida de eucalipto de primeira linha e tem detalhes em couro com pelo e design country tradicional sóbrio. "Fizemos questão de usar madeira de reflorestamento o que, além de vir ao encontro de nossa filosofia de vida, garantiu a simpatia do mercado". Também irão trabalhar com os moveis dos amigos Peti e Naná Druck, que já exportam para os EUA. Peti também faz questão de trabalhar com madeira de reflorestamento em uma fábrica de estrutura de primeiro mundo, que tiveram a oportunidade de visitar e acompanhar a produção.
Segundo Wal, o Cavalo Crioulo, com a beleza de sua figura, facilita a criação de peças com seu desenho. Com sua funcionalidade que conquista unanimemente de expectador, traz credibilidade a qualquer produto que carregue seu nome. A raça, diz ela, promove produtos e os produtos promovem a raça pelo mundo. E o mais importante para Wal é que a paixão do crioulista e o intercâmbio de negócios, que boas amizades propiciam, contribuem positivamente para manter o que esta raça tem: a garantia do continuo crescimento e aprimoramento do mercado do Cavalo Crioulo no mundo.

"Martin Black volta
ao Brasil em 2007"

Em julho de 2006, Martin Black, um dos mais respeitados profissionais no cenário eqüestre mundial, esteve no Brasil a convite de Borba e Dudi, do Projeto Doma, ministrando diversos cursos focados em horsemanship e stockmanship, tanto com gado como cavalos. As aulas, que reuniram iniciantes e veteranos na atividade, foram um sucesso absoluto, além de ter acrescentado uma contribuição fundamental para o crescimento do horsemanship brasileiros. Devido a este sucesso, Martin Black volta em julho de 2007.
De acordo com Borba, que é o precursor desta atividade no Brasil já há três décadas, o curso de Martin Black agregou conhecimentos relacionados às novas abordagens e procedimentos desta atividade, além de toda experiência que Black carrega ao longo do tempo, pois atua neste segmento desde a adolescência. Em sua bagagem profissional, ele soma a tradição de cinco gerações de criadores de gado e cavalos no Estado de Idaho, EUA.
Ainda adolescente, trabalhou com horsemanship, na Califórnia, época na qual atuou ao lado de seus principais mentores, Tom Dorrance e Ray Hunt de quem posteriormente se tornou genro. Mais tarde ajudou pessoas e cavalos nos Estados vizinhos de Nevada, Utah, Oregon. Atualmente atende na Europa, na Austrália e no Brasil, na sede do Projeto Doma.